terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Le Rose e il Sangue.

E ela deixa cair a rosa.
A rosa , branca agora vermelha, pinga sua tinta no chão, junto com sua dona.
A tinta de vinho mancha a rosa, tira sua pureza a enfraque e entristece...
A deixa murcha e vazia, sem conteúdo, sem brilho.
Sua petálas caem antes de ela própria chegar ao chão, uma depois das outras, junto com sua tinta.
Pelo peso do vermelho, ela vai mais depressa, não flutua suavemente como faria, apenas cai, puxada pela gravidade, pelo peso, pelo vermelho que se espalha, como um veneno...
Vai girando no ar, contornando os obstáculos invisivéis, fazendo seu caminho findável ao chão, seu destino inevitável, junto de seus pingos e petálas que já caíram...
E ela encontra, seu destino, sem mais nem menos, se espatifa e morre, já depetalada.
E após tombar ao chão, vem suavemente a recobre, a última petála branca, a única ainda com sua pureza brilhante, a única clara, no mar de vermelho.
Se vê no chão o sangue, a rosa, e sua única pétala restante branca.

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